quarta-feira, 9 de dezembro de 2009

Natal: celebrar ou demonizar?

Certa vez, uma irmã declarou que não bebia Coca-Cola porque a empresa responsável por sua fabricação divulgava símbolos da Nova Era. Um palestrante que participava de um dos Encontros da nossa igreja olhou para a calça que ela vestia e perguntou: “É mesmo? Mas você sabia que a calça que você está usando é fabricada por uma empresa que tem como proprietário um casal de homossexuais?”

Se considerarmos a origem de todas as coisas, atribuindo a cada uma delas um verniz espiritual, provavelmente, ficaremos sem comer, sem nos vestir e sem poder freqüentar um número inacreditável de lugares. Por exemplo, no nosso dia-a-dia, nos shoppings e ‘fast-foods’ da vida, quantos pratos e lanches degustados foram preparados por mãos espíritas, idólatras ou ocultistas? Quantas marcas de roupas compradas alegremente nas lojas da moda nasceram e são mantidas por pactos satânicos? Quantos lugares freqüentados por cada um de nós foram consagrados a deuses estranhos ou já abrigaram práticas espúrias aos olhos do Evangelho? Quem não sabe, por exemplo, que vários cinemas que exibiam filme pornô ou que apresentavam peças de sexo explícito atualmente sediam igrejas cristãs?

Como informei no artigo “Ouvir ou não ouvir? Eis a questão”, muitos dos hinos tradicionais que cantamos hoje possuem letras cristãs colocadas sobre melodias que um dia foram música secular. Um exemplo é o Battle Hymn, da guerra civil americana, que era um hino militar e ganhou uma letra cristã (conhecida como "Vencendo Vem Jesus"). Também existem hinos nacionais, como o da Inglaterra, que ganharam letras cristãs ou porções de música clássica. Provavelmente, a melodia de "Amazing Grace" também era secular, emoldurada, depois, por uma letra 'golspel'.

Escrito isso, ingresso no tema que desejo considerar: o Natal. Para alguns, os cristãos não devem celebrá-lo em função de sua origem pagã. Dizem eles que o ‘25 de dezembro’ era a data do nascimento de Mitra, considerado o deus Sol. O dia teria sido ‘cristianizado’ quando o imperador romano Constantino, o Grande, converteu-se, tornando o cristianismo a religião oficial de Roma. A estratégia foi uma forma encontrada por ele para render-se ao avanço dos cristãos, mantendo assegurada, ao mesmo tempo, a sua idolatria. Não duvido que tenha sido assim. Só que no dia 25 de dezembro, nós, cristãos, não prestamos culto a Mitra ou a qualquer engano parecido com ele. Utilizamos essa data para lembrar, reverenciar e agradecer a Deus pelo nascimento do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo.

Aliás, como lembra Hermes Fernandes, no seu excelente “Natal, celebrar ou não?”, a árvore natalina foi criada pelo grande reformador protestante Martinho Lutero. “Ele escolheu o pinheiro por ser a única árvore capaz de resistir ao intenso frio do inverno alemão, sem perder suas folhas. As bolas utilizadas para enfeitar a primeira árvore de Natal representavam, segundo ele, os frutos do Espírito na vida cristã”, lembra o teólogo.

No seu artigo, Fernandes destaca ainda um número enorme de situações que teríamos que abolir se resolvêssemos levar essa história da origem das coisas ao pé da letra. Por exemplo, o que fazer com o Ano Novo? Com os aniversários? Com os dias da semana? ou com os meses de Julho e Agosto, batizados com esses nomes para reverenciar Júlio e Augusto, imperadores romanos que se proclamavam deuses absolutos?

Por último, e fazendo uso da analogia, nunca é demais lembrar de I Timóteo, 4, 5, passagem que nos garante que, “pela palavra de Deus e pela oração, podemos santificar todas as coisas”.

Sem nenhum temor, sem qualquer tipo de vacilação e, sobretudo, sem medo de estar ofendendo a santidade de Deus, nós, cristãos amadurecidos, podemos desejar para nossos irmãos um “Feliz Natal e um 2010 repleto da presença do Senhor”.

16 comentários:

Hernanes disse...

Você conseguiu resumir tudo neste texto, Alex. Muito esclarecedora e inteligente a abordagem. Perder tempo com isso é ficar procurando cabelo em ovo. Relevante é lutar contra a mentira, a inveja, o orgulho, a vaidade, a ambição desmedida e, de forma geral, a ausência de um bom testemunho. A próposito, Feliz Natal para vc e para toda a sua família.

Maria Feijó disse...

Muito inteligente este texto. Não dá para ficar perdendo tempo com coisas que foram feitas no passado e que, por isso, amaldiçoaram, unicamente, aos seus autores e adeptos. Nós fomos lavados no sangue do cordeiro e, hoje, temos nossos nomes escritos no Livro da Vida. Abraço afetuoso.

Silvinha disse...

Paz!
se vc visitar meu blog e ler o post do ano passado sobre o natal, vai ver o q eu pensava. mas graças a Deus e Sua misreicórdia, hj concordo com seu texto aí. e se vc me autorizar, vou repostá-lo no meu blog, pra mostrar não só o q o amadurecimento cristão me faz pensar hj, além d esclarecer aqueles q ainda pensam como eu pensava há 1 ano atrás.
aguardo seu retorno (sim ou não), pode ser pelo blog mesmo, tá?!
[ ]´s em Cristo!

Liana disse...

Ótimo texto. Desejo sim, um feliz natal e um ano novo abençoadíssimo! Tudo bem em não demonizar esta data por todos os motivos citados no texto, mas celebrá-la, também da forma citada no texto, com verdade, sabendo o que estamos fazendo. Só gostaria que o povo de Deus atentasse melhor para a Páscoa, essa, creio, teria que ser uma grande celebração de amor para os cristãos! E sem argumentos contra.

Jéssica Tavares disse...

Conheci seu blog hoje e já estou postando comentário para elogiar seus artigos. Muito interessantes. Demais conhecer espaços como esse, que, sem loucura e fanatismo, pregam a Palavra do Senhor Deus. Parabéns, irmão.

Alex Malta Raposo disse...

Sílvia,

Fiquei feliz com seu comentário e, sobretudo, com o crescimento espiritual experimentado por você. No passado, também vi o Natal com ressalvas. O engraçado é que ainda vejo. Entendo que a chamada Festa Natalina deve ser despojada de características prosaicas, como o consumismo desenfreado, o festival de bebedeiras e a glutonaria explícita, para adquirir um verniz verdadeiramente espiritual. Que neste período estejamos ainda mais sensíveis à Palavra, ao real significado do Evangelho e ao desafio de pregar Jesus.

Com relação ao texto, fique a vontade. Será uma alegria vê-lo publicado no seu blog. Forte abraço e que o Deus eterno continue te abençoando.

Almir escatambulo disse...

Ola meu caro Alex, meus parabens pelo texto você falou exatamente o que eu penso. muitas pessoas ao criticar isso ou aqui dizendo que isso ou aquilo não prestá esqueçe as vezes de olhar para os seus atos. um exemplo, tem muitos ¨irmãos¨que não bebem coca-cola porque segundo ele é consagrado ao diabo, mais esse mesmo irmão consome cerveja sem alcoul só para não ficar mau com seus amigos seculares... então não dá muito bem para saber quem está certo ou errado. O importante é a fé e os atos do cristão... meus parabens.... Obrigado por visitar o meu blog e por segui-lo, já estou seguindo o seu... deus abençõe

Cléo disse...

Valeu pela postagem deste texto. Fui muito abençoada. Beijos. E até a próxima.

Gresder Sil disse...

Alex outro dia eu volto aqui para ler e comentar seus textos é que agora eu estou sem computador e só estou usando uma hora por dia, mas pode deixar que quando existe reciprocidade de interesses e participação eu estou dentro, pois detesto a atitude de gente que só quer escrever e não lê nem contribui com que os outros escrevem.

Elaine Cândida disse...

Boa mensagem.

Eu já conhecia seu blog. Inclusive, há algum tempo ele está em nosso rol de blogs indicados.

Seja bem-vindo à nossa casa e volte sempre.

Shalom.

carmen disse...

Alex, conheci o seu Blog pelo seu comentário no meu.

Gostei e voltarei com mais calma para ler mais...

Gostei deste seu texto... afinal, é a oportunidade maior para falarmos de Jesus para todos!!!

Falta de bom senso excluir das nossas comemorações, afinal, devemos aproveitar todas as oportunidades para falar do nosso Jesus, tão precioso...

Da minha parte, já estou pensando em algum texto para colocar no meu Blog, que fale do verdadeiro sentido do Natal!!!

abçs

Henrique Dublock disse...

O realismo desse seu artigo é impressionante. Show de bola. Parabéns.

Marlene Maravilha disse...

Amém!!!!!!
Estou aqui "ganhando tempo"no teu espaço. Eu concordo perfeitamente com a tua opiniao.
Estou fora de religiosidades e fanatismos doentios.
Excelente texto!
abraços

Sheila Dilinha disse...

Maravilhoso o seu texto sobre o Natal. Sem fanatismos, mas, também, sem permissividades mundanas. A coisa no seu devido lugar. Parabéns pelo post. E um parabéns ainda maior pelo excelente e edificante blog. Que Deus te abençõe.

james disse...

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Misericórdia, e paz, e amor vos sejam multiplicados

Quando se lê no texto: “Utilizamos essa data para lembrar, reverenciar e agradecer a Deus pelo nascimento do nosso Senhor e Salvador Jesus Cristo

Podemos notar por entendimento da Palavra de Deus, que não há relatos bíblicos onde Jesus requer “festinhas” em 25 de dezembro como Seu nascimento. Isto basta!!!

Além do que, esta afirmação está sendo além das Sagradas Escrituras, e o Senhor repreende aqueles que querem acrescentar qualquer coisa a Bíblia [Apocalipse 22.18].

Aliás, sobre 1Timóteo 4, relembrando o texto bíblico, sejamos sóbrios e vigilantes:

1 Mas o Espírito expressamente diz que nos últimos tempos apostatarão alguns da fé, dando ouvidos a espíritos enganadores, e a doutrinas de demônios;
2 Pela hipocrisia de homens que falam mentiras, tendo cauterizada a sua própria consciência;



James.
Jesus, o maior Amor



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Alex Malta Raposo disse...

James, que Deus o abençõe. Obrigado pela visita e pelo comentário. Peço todos os dias, querido, que Deus continue me dando entendimento para jamais negligenciar a Sua Palavra. Por outro lado, também peço que Ele nunca me deixe, em tempo algum, abraçar o que ela não propugna. Espero, sinceramente, que Deus me repreenda todas as vezes que me ver trilhar um caminho abominado pelo Evangelho de Cristo. Da mesma forma, peço que Ele tire da minha vida todo e qualquer resquício de religiosidade, loucura e fundamentalismo. Forte abraço.