
Apesar da grandeza dessa realidade espiritual, toda vez que vemos uma pessoa como Andressa ir embora tão precocemente, com tanta coisa (aos nossos olhos) ainda a ser feita por aqui, nos perguntamos os motivos desse desenlace. Temos uma dificuldade genética quase que intransponível para aceitar a morte, fato facilmente explicado pelo projeto original de Deus que jamais a contemplou. No entanto, para além da nossa relutância adâmica em conviver com a finitude física, resta-nos absorver os desideratos divinos. Deus sabe de todas as coisas. Entre ter uma jóia rara neste mundo, ainda que fazendo a Sua vontade, e chamar esta preciosidade para perto de Si visando evitar, por exemplo, a superveniência de eventuais descaminhos, o Pai sempre ficará com a segunda alternativa.
“Para mim, o viver é Cristo; o morrer é lucro”, diz Paulo em Filipenses 1:21. E é assim porque, além de vivermos num mundo decaído, repleto de dor, sofrimento e privações, teremos na eternidade uma existência espiritual que só compreenderemos plenamente quando estivermos lá. “Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não podem ser comparadas com a glória que em nós há de ser revelada”. Romanos 8:18. Essa é a visão de Deus. Para quem sai deste mundo com Jesus Cristo no coração, morrer não é uma perda, mas, sim, uma vitória eterna. Jamais será um castigo, ganhando, antes, contornos de uma maravilhosa e abençoadora libertação.
Um comentário:
Beleza de texto. É por aí...
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