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sábado, 12 de setembro de 2009

A piscina e a cruz

Conta-se que um excelente nadador tinha o costume de correr até à água e molhar somente o dedão do pé antes de qualquer mergulho. Alguém intrigado com aquele comportamento lhe perguntou qual a razão daquele hábito. O nadador sorriu e respondeu: Há alguns anos atrás eu era um professor de natação de um grupo de homens.

Eu os ensinava a nadar e a saltar do trampolim.

Certa noite, eu não conseguia dormir e fui à piscina para nadar um pouco.

Não acendi a luz, pois a lua brilhava através do teto de vidro do clube.

Quando eu estava no trampolim, vi minha sombra na parede da frente. Com os braços abertos, minha imagem formava uma magnífica cruz. Em vez de saltar, fiquei ali parado, contemplando minha imagem. Naquele momento, pensei na cruz de Jesus Cristo e em seu significado.

Eu não era cristão, mas, quando criança, aprendi que Jesus Cristo tinha morrido para nos salvar oferecendo o seu precioso sangue.

Naquele instante, as palavras daquele ensinamento me vieram à mente e me fizeram recordar o que eu havia aprendido sobre a morte de Jesus Cristo.

Não sei quanto tempo fiquei ali parado com os braços estendidos.

Finalmente, desci do trampolim e fui até à escada para mergulhar na água.

Desci a escada e meus pés tocaram o piso duro e liso do fundo da piscina.

Haviam esvaziado a piscina e eu não tinha percebido. Senti meu corpo tremer e um calafrio percorrer a minha espinha. Se eu tivesse saltado teria sido meu último mergulho.

Naquela noite, a imagem da cruz na parede salvou a minha vida.

Fiquei tão agradecido a Deus, que ajoelhei na beira da piscina, confessei meus pecados e me entreguei a Ele, consciente de que foi exatamente em uma cruz que Jesus morreu para me salvar.

Naquela noite, fui salvo duas vezes e, para nunca mais esquecer, sempre que vou à piscina molho o dedão do pé antes de saltar para a água.

"Deus tem um plano na vida de cada um de nós e não adianta querermos apressar ou retardar as coisas, pois tudo acontecerá no seu devido tempo...as oportunidades virão. É só sabermos esperar...". Fonte: Jesussite.

terça-feira, 28 de julho de 2009

Pára-Quedas

Certa vez, pai e filho foram voar de avião. Era um avião pequeno e muito antigo, que um amigo os havia emprestado. O filho tinha muito medo de andar de avião e, por isso, foi muito difícil convencê-lo a voar. Depois de muita insistência, porém, o pai o convenceu. O pai era piloto experiente e sabia exatamente o que estava fazendo, ao contrário do filho que era medroso, inseguro e apavorava-se com qualquer coisa.

Tudo parecia tranqüilo, quando, de repente, veio um forte vento e o aviãozinho começou a trepidar. O filho, apavorado, olhou para o pai, ouvindo como resposta: "Confie em mim". O vento passou e inesperadamente veio uma grande chuva. A visibilidade era praticamente nenhuma e outra vez o filho, atônito, olhou para seu pai e ouviu como resposta: “Confie em mim”. A chuva passou, e quando tudo parecia calmo, uma fumaça negra começou a sair do motor do avião. Dessa vez, o filho ficou desesperado e, olhando para seu pai, ouviu novamente: “Confie em mim”.

O pai estabilizou o avião, saiu da cabine do piloto e, pra surpresa do filho, informou que só havia um pára-quedas. Gaguejando, o filho perguntou ao pai: “O que ... que...nós va... vamos fa... fa... fazer?” De forma serena, o pai pegou o pára-quedas, colocou em suas costas e ordenou que seu filho pulasse do avião. Como? pensou o filho. Sem pára-quedas?. Não havia explicação para aquela atitude, o filho não podia entender aquilo e, mais uma vez, olhou para o pai e ouviu como resposta: “Confie em mim”.

Vendo que não havia mais tempo, o filho, finalmente, resolveu depositar sua confiança em seu pai e pulou do avião. Enquanto caía, viu seu pai também pular do avião e, com muita habilidade, começar a segui-lo no ar como se fosse um pássaro. Aos poucos, foi chegando perto até que finalmente alcançou seu filho, o segurou bem firme e, abrindo o único pára-quedas, salvou a sua e a vida dele, que permaneceu agarrado ao seu pai.

Às vezes somos como esse filho, apavorados, medrosos, confusos, vacilantes. Em muitas oportunidades, não entendemos a vontade do nosso Pai Celestial. Todavia, em meio às adversidades da vida, olhamos para o Pai, que nos diz: "Confie em mim". Deus é assim. Ele sempre sabe aquilo que precisamos, Ele sempre sabe o que é bom para nós, ainda que não tenhamos a compreensão de seus desígnios, pois eles são inefáveis.

Está sem pára-quedas?

Agarre-se ao Pai!

Ainda que seja difícil, confie.

Ainda que seja impossível, confie.

Ainda que você não entenda, confie.

Ainda que você não encontre explicações, tão somente confie, pois como bem disse o Salmista: “os que confiam no Senhor serão como os Montes de Sião que não se abalam, mas permanecem para sempre” (Sl.125-1). Os que confiam no Senhor Jesus Cristo, ainda que passem por ventos, tempestades ou quaisquer outras dificuldades, não serão abalados porque a sua confiança está Naquele que sempre sabe o que faz! Shalom. Extraído.

sexta-feira, 3 de julho de 2009

Lobos internos

Uma história, cuja autoria não é conhecida, conta que um homem fez a seguinte exposição ao seu neto, que estava com muita raiva de um conhecido: “No decorrer da minha vida, experimentei algumas vezes um grande ódio com relação àqueles que ‘aprontaram’ comigo sem, no entanto, demonstrarem qualquer arrependimento por aquilo fizeram. Todavia, o ódio corrói você, mas não fere o seu inimigo. É o mesmo que tomar veneno, desejando que seu inimigo morra. Lutei muitas vezes contra estes sentimentos”.

E continuou: “É como se existissem dois lobos dentro de mim. Um deles é bom e não magoa. Ele vive em harmonia com todos ao seu redor e não se ofende quando as pessoas não tiveram a intenção de ofendê-lo. Ele só lutará quando for certo fazer isso e sempre da maneira correta.

Mas o outro lobo... Ah, este é cheio de raiva. Mesmo as pequeninas coisas o lançam num ataque de ira! Ele briga com todos, o tempo todo, sem qualquer motivo. Ele não consegue pensar porque seu ódio e sua raiva são muito grandes. Entretanto, são sentimentos inúteis, uma vez que eles não irão mudar coisa alguma! Muitas vezes é difícil conviver com esses dois lobos, pois ambos tentam dominar o meu espírito”. O garoto olhou intensamente nos olhos de seu avô e perguntou: “e qual deles vence, vovô?” O avô sorriu e respondeu baixinho: “aquele que eu alimento com mais frequência”.

Essa história, com ares de parábola, nos dá uma dimensão muito próxima do que acontece nas nossas vidas espirituais, marcadas por um maior ou por um menor investimento. Acho curioso quando nós, crentes, declaramos aos quatro cantos que queremos estar cheios do Espírito Santo de Deus, mas, no entanto, fazemos pouco para que essa possibilidade espiritual se concretize.

Como eu posso desejar (verdadeiramente) ser “boca de Deus” se não leio mais a Bíblia como antes, se só oro dois minutos por dia, se ia aos cultos três vezes por semana e hoje vou só no domingo à noite, se não freqüento mais a Escola Bíblica Dominical, se não participo de vigílias, se não presto cultos domésticos?

Como posso estar cheio do Espírito Santo se não perco um capítulo da novela das 8, se ouço músicas que não edificam a minha vida, se só leio literaturas de baixa qualidade, se não trago cativos os meus pensamentos, se me permito participar de conversas que não agradam a Deus? Parafraseando a história relatada, eu me aproximo mais daquele que, no meu dia-a-dia, busco mais. “Buscai ao Senhor enquanto se pode achar, invocai-o enquanto está perto” (Isaías 55:6); “Portanto, se já ressuscitastes com Cristo, buscai as coisas que são de cima, onde Cristo está assentado à destra de Deus” (Colossenses 3:1).