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terça-feira, 25 de maio de 2010
quarta-feira, 12 de maio de 2010
"Fiz as pazes com Deus"
"Fiz as pazes com Deus. Minha espiritualidade saiu do coibitivo e agora celebra a vida. Sinto-me livre, mesmo inadequado. Não regurgito remorsos e não me chafurdo em falsas culpas. Celebro a minha humanidade sem as ameaças do fogo do inferno. Ainda não esgotei, mas já entendo algumas nuanças da graça." Ricardo Gondim.Comentário: Como seria maravilhoso se todos nós tivéssemos essa visão de Deus, do Evangelho e, sobretudo, da vida que um dia nos foi dada pelo Pai. Como seria fantástico termos uma igreja mais voltada para o amor do que para a inculcação do pecado, mais preocupada em oferecer colo do que em ministrar cobranças, mais centrada no interior do que nas coisas visíveis e enganosas. Como seria revigorante abraçarmos o conteúdo e descartarmos o rito vazio, proclamarmos o Cristo da Bíblia e esquecermos o Jesus das igrejas, mergulharmos 'na graça' que vem 'de graça' e não na graça institucionalizada pelos axiomas e percalços religiosos.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
sexta-feira, 12 de março de 2010
Contextualizando o Evangelho
De forma peculiar, Mark Driscoll reforça a inalterabilidade do Evangelho, reconhecendo, todavia, a necessidade de contextualizar a igreja nos dias hodiernos. A pergunta que não quer calar é a seguinte: a igreja deve buscar novas formas de abordar o mundo ou deve manter suas práticas tradicionais?
segunda-feira, 1 de março de 2010
Caio Fábio
Nesta entrevista concedida a Web TV Gospel, o reverendo Caio Fábio fala sobre a possibilidade da ocorrência de possessões demoníacas e doenças psicossomáticas na vida dos cristãos.
quinta-feira, 11 de fevereiro de 2010
Te Seguirei
Dia desses, uma senhora me confrontou com a seguinte questão: "meu filho, você consegue ver Deus na suntuosidade das igrejas que vêm sendo erguidas em várias partes do mundo? Estou perguntando isso porque o meu Deus não tem tempo para contemplá-las. Ele está ocupado demais curando pessoas doentes, confortando os desesperançados, amenizando as dores e recolocando o amor no coração das pessoas...
Via: Hermes Fernandes
Via: Hermes Fernandes
segunda-feira, 1 de fevereiro de 2010
Usando palavras
“Pregue o Evangelho o tempo todo. Se necessário, use palavras.” A frase acima é comumente atribuída a São Francisco de Assis e usada como um pretexto para o seguinte: “Não é mais necessário pregar, basta viver o Evangelho e as pessoas entenderão quem é Jesus.”Quero dizer que gosto de São Francisco. Tenho suas obras (Escritos e biografias de São Francisco de Assis, Crônicas e testemunhos do primeiro século franciscano), das quais li 1/3, aproximadamente, e sua vida muito me inspira. Um dos meus hinos favoritos é baseado em um cântico escrito por Francisco.
Em segundo lugar, apesar de ser reconhecidamente bem franciscana em seu espírito, tudo indica que a frase acima não é de São Franciso de Assis. Os mais eminentes estudiosos franciscanos pesquisaram todos os seus escritos e as biografias escritas até 200 anos após sua morte e não encontraram nelas tal frase. O mais próximo que chegaram foi a uma instrução que Francisco deu em sua Regra Não-Bulada dizendo que ninguém deveria pregar a menos que tivesse recebido permissão de seu ministro para fazê-lo. E acrescentou: “No entanto, todos os irmãos podem pregar pelas obras.” (RegNB 17.1 e 3)
Entretanto, uma vez que a frase é atribuída a São Francisco e usada para apoiar a atitude de cristãos pós-modernos de não pregar (visto que pregar é antiquado, ofensivo e politicamente incorreto), por que não olhar para a vida de São Francisco e ver se o modo como ele viveu sustenta essa teoria?
A biografia de São Francisco revela que ele foi um fervoroso missionário, viajou centenas de quilômetros para pregar (isso mesmo!) o Evangelho aos italianos, desejou muito alcançar os sarracenos (muçulmanos) chegando a enfrentar um naufrágio (na primeira tentativa de ir até a Síria) e enfermidade (quando se encontrava à caminho do Marrocos). Francisco era um pregador ao ar livre, falando nas feiras públicas, das escadarias das igrejas e das muretas nos pátios dos castelos. O livro St Francis of Assisi and the Conversion of Muslims por Frank Rega, narra o esforço de Francisco para converter Melek el-Khamil, sultão do Egito, durante a Quinta Cruzada (1219). Francisco esperava convertê-lo “não com armas, mas sim com palavras” diz o monge John Michael Talbot em seu livro Lições de São Francisco. Talbot cita Chesterton: “Francisco seguia esta máxima simples: É preferível criar cristãos a destruir muçulmanos.”
O capítulo 16 de sua Regra Não-Bulada trata dos que quiserem “ir para entre os sarracenos e outros infiéis.” Francisco dá a seguinte instrução: “Os irmãos que partirem poderão proceder de duas maneiras espiritualmente com os infiéis: O primeiro modo consiste em abster-se de rixas e disputas…e confessando serem cristãos. O outro modo é anunciarem a palavra de Deus quando o julgarem agradável ao Senhor.” (RegNB 16.6-8)
Não há dúvidas de que São Franciso pregava, de que ele acreditava na necessidade de conversão das pessoas e de que usava palavras para comunicar o Evangelho. De fato, São Francisco gostava tanto de pregar, que ele passou a pregar até mesmo para os pássaros e animais (sim, com palavras!), de acordo com algumas das lendas a seu respeito, surgidas após sua morte (a mais famosa delas é o Fioretti escrito no século 14).
Assim sendo, creio que o sentido da frase não é que não devemos usar palavras. É que, sempre que necessário, devemos usar palavras. E palavras são necessárias quando se trata de explicar a razão de nosso amor, fé e esperança. É simplesmente impossível conhecer Jesus sem a pregação. Como argumentou o apóstolo Paulo: “Como crerão naquele de quem não ouviram falar? E como ouvirão, se não houver quem pregue?”
Sem a pregação as pessoas podem até ter uma idéia de que servimos a Deus, mas ficam sem saber quem/como Ele é. Seria esse Deus a natureza ao nosso redor? Seria uma energia cósmica? Uma força impessoal? A frase deveria ser vista mais como uma advertência contra a hipocrisia daqueles que pregam, mas não vivem o que pregam, do que uma instrução para que se pare de pregar e ensinar o Evangelho de maneira clara e verbal.
Para o seguidor de Jesus, pregar e ensinar não são opcionais. São uma ordem. Jesus disse: “Vão e preguem o evangelho a todas as pessoas” e “vão e façam discípulos de todas as nações, batizando-os… ensinando-os a obedecer tudo o eu lhes ordenei.” Se há algo claro nas Escrituras é que obras não salvam. Isso foi denunciado pelos profetas no VT, demonstrado por Jesus e ensinado pelos apóstolos no NT. Boas obras podem ser praticadas em abundância, mas elas não são suficientes para salvação. Qualquer crente fiel ao espírito das Escrituras sabe que não faz obras para ser salvo, mas faz porque foi salvo, faz porque ama Aquele que nos amou primeiro e nos ensinou o amor pelo próximo.
Boas obras feitas em nome de Jesus demonstram amor. Mas as pessoas só saberão que é o amor de Deus que nos constrange se nos dispusermos a falar isso a elas, respondendo a todos os que nos perguntarem a razão de nossa esperança. Caso contrário, elas podem até pensar que foi Kardec, Buda ou Maomé quem nos inspirou a fazer tais obras. Ao mesmo tempo, creio que devemos nos questionar o que há de errado quando, ao viver nossas vidas em devoção profunda por Deus e demonstração de amor pelo próximo com a prática de boas obras, ninguém nunca nos pergunta a razão de nossa esperança, fé e amor. Título original do artigo: "Pregar ou não pregar?".
Viva o Evangelho o tempo todo. Quando lhe perguntarem a razão, use palavras. Reverendo Sandro Baggio
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