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sábado, 2 de janeiro de 2010

Um Salmo para 2010

Se o Senhor for o teu pastor...Não te faltará descanso... Pois Ele te fará deitar em verdes pastos! A Lei Mosaica estabelecia que o dia de descanso era o último da semana (Sabath). Primeiro vinha o trabalho, depois o repouso. Davi inverte isso propositadamente. Como que por uma inspiração profética, antevendo a Era da Graça, quando o descanso viria em primeiro lugar. Não foi em vão que os cristãos primitivos elegeram o domingo, o primeiro dia da semana, como o Dia do Descanso, o sabath cristão. Não se trata de mero ócio, mas de uma postura espiritual, onde se cultiva a total dependência da graça divina, em vez de creditar nossas realizações aos esforços pessoais. Isaías, o profeta da Era Messiânica, diz: "Em vos converterdes e em repousardes está a vossa salvação, no sossego e na confiança está a vossa força" (Isaías.30:15).

Porém, este descanso se dá quando somos levados aos pastos verdejantes. Atentemos para o fato de que Davi está desenvolvendo uma analogia, onde Deus é o pastor, e nós Suas ovelhas. As ovelhas costumam descansar no mesmo lugar onde se alimentam. Elas se deitam sobre a comida. Não aceitam capim arrancado pelo pastor, quer estejam ainda verdes, ou já secos. Elas se alimentam do capim extraído diretamente do solo.

Assim, da mesma forma, só encontraremos descanso quando bem alimentados com a Palavra da Vida. Como disse Jesus:"Nem só de pão vive o homem, mas de toda palavra que procede da boca de Deus".Temos, portanto, que examinar a procedência daquilo com que temos alimentado a nossa alma. Não podemos deixar que ninguém rumine por nós. Temos que extrair nosso alimento diretamente do solo. Para isso, devemos nos debruçar sobre as Escrituras, sempre na dependência do Espírito Santo. Isso não significa que não necessitemos de orientação espiritual. Ela é indispensável, como veremos a seguir. O papel dos líderes/mentores é tão somente expor o alimento, a verdade, mas deixar que a ovelha pense por si mesma.

Se o Senhor for o teu pastor...Não te faltará tranqüilidade...

Pois Ele te guiará às águas tranqüilas e refrigerará a tua alma, te fazendo recobrar as forças. Jesus não nos coloca numa canoa furada! Não nos leva às águas turbulentas, mas às águas da serenidade. Ninguém suporta viver sob pressão o tempo inteiro. Precisamos de refrigério que só as águas do Espírito Santo podem nos proporcionar. Aos que vivem sob a égide do estresse, Cristo convida: "Vinde a mim os que estais cansados, sobrecarregados, eu vos aliviarei". Não te faltará retidão de caráter e decisões acertadas. Ele te guiará pelas veredas da justiça por amor ao Seu nome. Que teu propósito para o novo ano seja errar menos e acertar mais. Para isso, não faça nada sem antes consultá-lo em oração. Ele te guiará os pés pelas sendas da ética e da justiça. Lembre-se: para Ele, o que vale não é o que "dá certo", e sim o que "é certo". Submeta todas as suas decisões ao escrutínio da Lei Suprema do Amor. E que assim, tua vida renda louvores ao nome de Deus. Que façamos jus ao título de "cristãos".

Também não te faltará momentos perigosos... Mas ainda que tu enfrentes a possibilidade da morte repentina, não terás medo, porque Deus está contigo. E em face às ameaças, o Bom Pastor sairá em tua defesa com Sua vara. E se porventura caíres, Ele te socorrerá com Seu cajado. O cajado é uma haste cumprida, em cuja ponta há uma curvatura desenhada anatomicamente para socorrer a ovelha quando houver caído em algum abismo. Tampouco te faltará correção, pois a mesma vara usada para afugentar os lobos, é usada para disciplinar a ovelha rebelde. Jamais te esqueças que Deus corrige aqueles que ama (Hb.12:6). E a disciplina aplicada por Deus é sempre motivada pelo amor. Deus jamais sente raiva dos Seus filhos! Ao discipliná-los, Deus simplesmente permite a eles colherem o que semearam. Portanto, sejamos mais responsáveis e menos inconseqüentes.

Por outro lado, também não te faltará inimigos... Isso mesmo. Inimigos. Eles ajudam a compor o cenário de tua vida e enriquecem tua biografia. Não te faltará nem inimigos declarados, nem inimigos disfarçados de amigos. Não faltarão traições, conspirações, falsidade. Porém, Deus te preparará um banquete na presença de todos eles. E sabe pra quê? Pra que tu compartilhes com eles o teu pão. Lembre-te: Se o teu inimigo tiver fome, dá-lhe de comer; se tiver sede, dá-lhe de beber (Rm.12:20). Desta forma, cumpre-se o que está escrito: "Sendo os caminhos do homem agradáveis ao Senhor, até a seus inimigos faz que tenham paz com ele." (Pv.16:7). E não duvide de que Ele é capaz de transformar inimigos em amigos leais pra toda a vida.

Não faltará unção sobre ti, nem vinho em teu cálice. Teus inimigos e amigos serão testemunhas de quando Deus te ungir a cabeça com óleo, e fizer teu cálice transbordar. Sabedoria e alegria te arrebatarão. Sabedoria pra discernir cada novo momento de tua vida e alegria e entusiasmo para superar os momentos difíceis, e desfrutar os momentos de realização plena. Estejas certo que a bondade e o amor de Deus estarão em teu encalço todos os dias de 2010, e pelo resto de tua vida. E estejas onde estiveres, o Senhor será a tua habitação para sempre. Por Hermes Fernandes. Reflexões baseadas no Sl 23.

segunda-feira, 7 de dezembro de 2009

O melhor presente

O que resta do Natal quando tiramos Jesus? "Ao começar este mês especial de celebração, porque não dar o melhor presente que tu já recebeste? Compartilha o fato de que 'o dom gratuito de Deus é a vida eterna em Cristo Jesus, nosso Senhor'. Afinal, o melhor presente foi encontrado na manjedoura", Vilma Lisboa.

Via: Coisas de Mim

quinta-feira, 26 de novembro de 2009

Reminiscências espirituais

Já tive vários deuses. Ou, pelo menos, vários modelos de Deus. Quando criança, o relacionava ao Papai Noel. Um velhinho de barba e cabelo grisalhos que saía todos os anos do Pólo Norte, apenas e tão-somente, para me dar no Natal o presente desejado. Na adolescência, passei a ver Jesus, o Deus encarnado, como um hippie revolucionário. ‘Um deus paz e amor’. Um sujeito, que a exemplo de outros tantos, compareceu ao Festival de Woodstock para reverenciar a contracultura. Naquele tempo, de vez em quando, ele assumia uma postura mais radical e pretensamente heróica. Que adolescente não teve no seu quarto aquele pôster famoso do Ernesto Che Guevara?

Mas, para além das primeiras inquietações, a desorientação chegou mesmo na fase adulta. Alguém já disse que, para construir uma existência minimamente funcional, o homem precisa responder às perguntas formuladas na infância e na adolescência. No que se refere a Deus, é aí que a coisa pega.

Na Faculdade, acossado pelas perguntas não respondidas no passado, acabei buscando na literatura universal, principalmente na filosofia, um pouco de alento para minhas aflições. Por muito tempo, o deus que habitou o meu coração foi o deus que não ofendia as letras, a razão e o conhecimento. O deus que se coadunava com a cultura não precisava ser escondido. Pelo contrário. Nas rodas universitárias, ele podia ser até apresentado, transformando-se, quase sempre, em foco de debates.

Só que esse deus não preenchia o que se convencionou chamar de ‘vazio existencial’. Afinal, era um deus que servia apenas para mostrar aos meus amigos o quanto eu era ‘lido e inteligente’. E isso acontecia quando eu o vinculava aos filósofos ocidentais, como Platão, Sócrates e Aristóteles, aos grandes escritores, como os russos Tolstói e Fiódor Dostoiévski, ou, ainda, à música erudita, defendida por nomes como Brahms, Wagner e Mozart.

Logo depois da Faculdade, a igreja católica acabou sendo o caminho natural. Enjoado do ‘deus cult’, criado por mim para atravessar o período universitário sem ser objeto de escárnio, optei pela crença nominal de meus pais e avós. Com o tempo, percebi que aquele deus também não preenchia a minha vida e, muito menos, conseguia responder aos meus questionamentos mais elementares. Era um deus físico. Materializado nas imagens. Mas que, como sabemos, não falava, não interagia.

Muito em virtude ainda da minha preocupação com tudo aquilo que possui ares de refinamento intelectual, a próxima viela acabou sendo o espiritismo. Eu e Jeane (ainda namorados) chegamos a pegar emprestados de um casal de amigos vários clássicos da chamada literatura espírita. Entre eles, salvo engano, O Livro dos Espíritos, A Gênese e o Evangelho segundo o Espiritismo. Durante algum tempo, achei, marcado pela mais absurda ignorância, que a reencarnação era a melhor resposta para algumas das questões centrais da existência, como a morte e o sofrimento. O interessante é que, por misericórdia divina, nunca conseguimos abrir nenhum daqueles livros. Eles vieram fechados e voltaram fechados. Apesar do breve convívio, também não gostei daquele deus que impõe a ‘seus filhos’ a purgação dos pecados através de diversas reencarnações, buscando a evolução espiritual através das boas ações.

Nessa fase de procura, acho que só não tive (até em função da minha personalidade pragmática) a infelicidade de flertar com religiões de predominância filosófica, como o budismo, de lastro ocultista, como o Candomblé e a Umbanda, ou de cunho esotérico, como a Cabala e o Santo Daime.

Entre essas experiências e o encontro com Cristo, ainda tive a oportunidade de conhecer outros deuses, todos tão pequenos quantos os anteriores. Nos anos imediatamente anteriores à minha conversão, conheci o deus que se confunde com sua própria criação; o deus que não interfere na vida de ninguém, nem para o bem, nem para o mal; o deus que para criar o mundo precisou da ajuda do diabo; e o deus que não honra sua palavra.

Hoje sei que Deus permitiu que eu conhecesse algumas de Suas muitas caricaturas para que, nos dias hodiernos, eu tivesse o prazer e a alegria de oferecer adoração ao único, suficiente e verdadeiro Senhor. Glória ao Deus de Abraao, Isaque e Jacó que, pela Sua infinita misericórdia e amor incondicional, me resgatou da morte, da incoerência, da escuridão e da ignorância, transmutando-me, através de Cristo Jesus, de criatura perdida para filho remido, justificado e eternamente salvo.

A Ele, Deus eterno, toda honra, glória e adoração.

quarta-feira, 25 de novembro de 2009

Nós morreríamos por Ele?

Forte e intenso. Real e intrigante. Perdoem, apenas, alguns erros de português presentes na tradução dos diálogos.

terça-feira, 17 de novembro de 2009

Eu estou vivo!

Jesus precisou morrer para que nós tivêssemos a oportunidade de desfrutar de uma vida eterna ao lado de Deus. Entretanto, jamais podemos esquecer que, agora, Ele está vivo e que, nesse exato momento, intercede por cada um de nós à direita do Pai. Este vídeo retrata o comportamento equivocado de muitas pessoas que insistem em viver como se Cristo ainda estivesse pregado naquela cruz, assimilando e alimentando uma adoração vazia em detrimento de uma adoração relacional. Mais um interessante trabalho do grupo One Time Blind. Vale a pena assistir!

sexta-feira, 13 de novembro de 2009

O que é aquilo?

Não deixe de assistir a esse vídeo, que, sem dúvida alguma, nos apresenta uma belíssima e verdadeira lição de vida.

sábado, 7 de novembro de 2009

Outras reflexões



A Lista - Oswaldo Montenegro

Faça uma lista de grandes amigos
Quem você mais via há dez anos atrás
Quantos você ainda vê todo dia
Quantos você já não encontra mais...

Faça uma lista dos sonhos que tinha
Quantos você desistiu de sonhar!
Quantos amores jurados pra sempre
Quantos você conseguiu preservar...

Onde você ainda se reconhece
Na foto passada ou no espelho de agora?
Hoje é do jeito que achou que seria
Quantos amigos você jogou fora?

Quantos mistérios que você sondava
Quantos você conseguiu entender?
Quantos segredos que você guardava
Hoje são bobos ninguém quer saber?

Quantas mentiras você condenava?
Quantas você teve que cometer?
Quantos defeitos sanados com o tempo
Eram o melhor que havia em você?

Quantas canções que você não cantava
Hoje assobia pra sobreviver?
Quantas pessoas que você amava
Hoje acredita que amam você?

quinta-feira, 5 de novembro de 2009

A vida em 40 segundos

Completar mais um ano de vida é um momento de agradecimento a Deus, mas, sem dúvida alguma, de profunda reflexão também. Normalmente, nesse dia, avaliamos as inúmeras faces de nossas existências, incluindo o cristão, o ser-humano, o filho, o irmão, o amigo, o pai e o marido, só para ficar em alguns exemplos.

Na maioria das vezes, enfrentar esse processo de auto-avaliação é extremamente prazeiroso, principalmente quando levamos em consideração alguns dos nossos papéis. Entretanto, a tarefa torna-se difícil ao confrontarmos outras áreas de atuação. Agradeço a Deus pelos papéis que vem sendo desempenhados com talento, amor e dedicação, pedindo, pari passo, força, coragem e sabedoria para os que têm sido desenvolvidos de forma tímida, negligente e sem brilho. De qualquer forma, obrigado Pai.

quarta-feira, 4 de novembro de 2009

A 'Igreja' de Noé

Uma das melhores analogias feitas até hoje com a igreja (Obviamente, a igreja institucionalizada e não a igreja espiritual) é aquela que a compara à Arca de Noé. Como sabemos, a Arca do pai de Sem, Cam e Jafé ficou fechada por cerca de 150 dias (incluindo os 40 dias do dilúvio). Fácil imaginar, então, que o cheiro lá dentro beirava à insuportabilidade. Tentem imaginar a dificuldade de habitar um local por cinco meses ao lado de dezenas de animais, que, a exemplo das pessoas, faziam suas necessidades fisiológicas ali mesmo. Todavia, apesar do cheiro insuportável, do provável desconforto e da rotina massacrante, a Arca representava a ‘vida’, enquanto que o lado de fora significava a ‘morte’.

Com a igreja física acontece mais ou menos a mesma coisa. Apesar de todos os problemas que a acometem, da perda de inúmeros valores e do mau-cheiro reinante, fruto da nossa miserabilidade congênita, melhor é estar acolhido por ela do que estar agasalhado pelo mundo, que oferece prazeres incontestáveis, mas que, também, nos conduz, de forma gradual, mas de maneira inexorável, ao padecimento eterno.

Desnecessário reafirmar minha crença na necessidade de uma volta aos tempos da igreja primitiva, quando as práticas eram outras, quando a seriedade existia em grau muito maior e, sobretudo, quando o amor era um fim em si mesmo.

No entanto, essa é uma outra discussão. Algumas de minhas impressões sobre o assunto, aliás, podem ser encontradas no artigo “Reformar ou regressar”, publicado no último dia 20 de outubro. O que quero salientar, proclamar e reforçar aqui é que a igreja que instrui, que abençoa, que corrige, que enriquece e que fortalece deve ser respeitada e, porque não dizer, amada.

Trabalhar para reformá-la (como querem alguns) ou para revolucioná-la (como desejam outros) é um desiderato quase que unânime. No entanto, bem melhor que um ou outro caminho é reafirmar essa necessidade através da adoção de novas posturas, de novas práticas, de novos comportamentos. Seja como for, e considerando a igreja muito mais como ‘ajuntamento de pessoas do que como uma organização eclesiástica’, vale lembrar aquela velha história da brasa retirada da fogueira. Seu destino, certo e inevitável, é se apagar, é se exterminar, é virar cinzas.

quarta-feira, 28 de outubro de 2009

Deus e o mal

A presente reflexão já se encontrava no blog na forma de crônica (Apologética - Ausência de Deus). Só não sei dizer se essa história é verídica e, principalmente, se o protagonista, como mostra o vídeo, foi, de fato, o cientista Albert Einstein. Um segundo vídeo afirma que a história é real e que teria acontecido por volta de 1900. Seja como for, vale a pena conferir.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

Subversão, sim; contenda, jamais.

Em qualquer área do conhecimento humano, seja ele político, sociológico, econômico ou filosófico, o debate franco, aberto e generoso continua sendo o melhor caminho para aperfeiçoarmos os nossos instrumentos de atuação, melhorando, com isso, o resultado global dos processos dialéticos contemporâneos. Não podemos esquecer que é, majoritariamente, pela contraposição de idéias que chegamos a conceitos inovadores e, consequentemente, a construções abstratas capazes de modificar, revigorar e depurar o pensamento coletivo.

Penso que, no campo teológico, a coisa não se dá de forma diferente. Desde que estimulados pelas motivações corretas, nós, que fazemos parte dessa imensa massa de articulistas cristãos, podemos e devemos discutir, sempre com urbanidade, elevação intelectual e sob a orientação do Espírito Santo de Deus, os principais dramas, questões e problemas ligados à igreja hodierna.

Todavia, fica difícil entender, digerir e aceitar quando esse debate – absolutamente legítimo e necessário – ganha ares de contenda, de rivalidade, de exibicionismos e, porque não dizer, de um abjeto e inaceitável arrivismo espiritual.

De minha parte, posso afirmar, diante de Deus e dos homens, que não criei esse blog para que minhas idéias sejam absorvidas, para que meus pontos de vista saiam vencedores ou, tampouco, para divulgar e cultuar minha personalidade.

Internalizar essas excrescências seria pior do que trilhar o caminho oposto e criticado pelos subversivos; pelo menos, os que estão do lado de lá o fazem com firmeza, coerência e, em muitas oportunidades, de forma transparente.

Se as pessoas que trabalham na chamada ‘Subversão do Reino’ não perceberem que, tão importante quanto denunciar os equívocos é reafirmar as posições cristãs corretas, com certeza, passarão a correr o risco de se tornarem tão contrários, hostis e virulentos ao Evangelho de Cristo quanto o mais pernicioso mensageiro das heresias atualmente pregadas nos púlpitos.

Não estamos aqui para transformar a blogosfera cristã em um palanque de ofensas, antagonismos e disputas pessoais, mas, sim, para defender a integridade do Evangelho do Senhor Jesus, que, queiram ou não, está acima de tudo isso.

quinta-feira, 22 de outubro de 2009

O suicídio do pecado

Decidi postar esse vídeo muito mais pela reflexão proposta do que pelas conclusões do Pastor John Piper, suscetíveis, em virtude de seu caráter polêmico, a intermináveis discussões.

segunda-feira, 12 de outubro de 2009

Pequeninos do Senhor!

Com muito doce, farra e, claro, presentes, está sendo comemorado hoje em todo o país o Dia das Crianças. Aproveitando essa data, gostaria de refletir com os irmãos sobre esses seres tão especiais. Seres que se tornaram, nas pregações de Jesus, verdadeiros referenciais cristãos, a ponto do Mestre declarar que, se nós, discípulos, não vivêssemos como uma criança “não entraríamos no reino dos céus”.

O que Jesus queria nos ensinar com essa analogia?

Os pregadores sempre ressaltam as qualidades das crianças que precisamos cultivar na nossa caminhada cristã, entre elas a pureza e a humildade. De fato, a ausência de malícia, de astúcia e de uma convivência menor com o mal tornam as crianças mais maleáveis aos ensinamentos dos mais velhos. Minha avó sempre dizia que a criança é uma massinha de modelar, cabendo, principalmente aos pais, a formação do seu caráter.

Ao sermos puros de coração nos tornamos abertos à mensagem do Evangelho e à essência da doutrina cristã. Ao nos despirmos da nossa soberba e auto-suficiência nos tornamos verdadeiramente humildes de coração.

O zelo de Cristo pela inocência dos pequeninos é tamanho ao ponto de fazê-lo proclamar que “é melhor pendurar uma pedra no pescoço e se atirar no mar do que os fazer tropeçar”. Nessa passagem, Jesus não só falava das crianças, mas de todos que creem em seu nome e O recebem como aquelas.

Contudo, eu vejo outro ensinamento na alegoria proposta por Jesus: a confiança e a dependência (totais e incondicionais) que a criança têm em relação aos pais. Confiança que a faz entregar-se por inteiro aos cuidados destes, certa de que eles sempre farão o melhor por ela. Dependência que revela a sua total incapacidade de, por si só, suprir os seus anseios mais básicos.

Outro dia, passando por uma via pública, observei uma criancinha, de cerca de cinco anos, indo para a escola. Agarradinha na mão de seu pai, a criança atravessou confiantemente a rua, cercada de carros buzinando, de ônibus lotados, de motociclistas impacientes. E eu fiquei ali, como uma boba, emocionada, lembrando as palavras do meu Senhor: “Se não vos tornardes como uma criança, não entrareis no reino dos céus”. Orando em espírito, conversei com Deus: ‘Pai, me faz agir, viver e pensar como essa criança, me dá essa confiança irrestrita por Ti, principalmente nos momentos de turbulência, nos momentos em que tudo parece perdido e insolúvel...’

Utilizando o exemplo das crianças, que nós vivamos como cristãos verdadeiramente renascidos: inocentes, puros, confiantes e dependentes do nosso Pai Celestial que nos gerou espiritualmente e agora estende a Sua Mão para nos guiar, orientar e instruir nos caminhos da Vida Eterna, não obstante o trânsito enlouquecido deste mundo.

“Naquela hora, aproximaram-se de Jesus os discípulos, perguntando: ‘Quem é, porventura o maior no reino dos céus?’. E Jesus chamando uma criança, colocou-a no meio deles. E disse: ‘Em verdade nos digo que, se não vos converterdes e não vos tornardes como uma criança, de modo algum entrareis no reino dos céus. Portanto, aquele que se humilhar como uma criança, esse é o maior no reino dos céus. E quem receber uma criança, tal como esta, em meu nome, a mim me recebe”. Mt 18.

Por Jeane Ralile

sexta-feira, 25 de setembro de 2009

Nascidos no coração do Pai

Há alguns anos, uma colega de trabalho revelou-se extremamente triste por descobrir que estava grávida do terceiro filho. Mesmo diante dos argumentos apresentados por amigos e familiares, entre eles o de que ‘filhos são herança do Senhor’, ela não conseguia se perdoar por estar esperando uma nova criança num momento de grande dificuldade financeira, uma vez que o marido estava desempregado.

Infelizmente, muitas gestações são marcadas pelo acaso, pela ausência de planejamento e, até, pela rejeição. Muitas vezes, a gravidez não vem acompanhada, como deveria ocorrer, pela alegria, pela realização e pela gratidão a Deus.

A prenhez vem e a revolução ocorre. Decisões precisam ser tomadas, mudanças precisam ser efetivadas e rumos precisam ser corrigidos. Evidentemente que, no decorrer dos nove meses e, principalmente, depois do nascimento, o amor acaba batendo na porta. Mas o fato é que não se desejou, não se acalentou, não se sonhou com aquela criança.

Por outro lado, não há adoção casual, acidental ou indesejada. Ninguém diz: “Não queria adotar agora. Nem sei como isso aconteceu. Foi um acidente”. Na adoção, ao contrário de muita gravidez, o amor pré-existe, é requisito, vem sempre como causa e não como conseqüência.

Costuma-se dizer que o amor por um filho adotado é o mesmo reservado a um filho biológico. Na verdade, muitos estudos têm provado que, em muitos lares, esse sentimento mostra-se até mais intenso nas relações travadas com àqueles que, como as mães adotivas dizem, ‘nasceram do coração’ (órgão, inclusive, mais nobre e romanticamente idealizado do que o útero).

Creio que isso acontece porque, no caso da adoção, o amor é que foi parido no lugar da criança. Ele veio na frente. Brotou muito antes do primeiro choro, das primeiras palavras, dos primeiros passos. A partir daí é que surgiu a cria com a responsabilidade, única e exclusiva, de alimentar esse sentimento que se encontrava refém de sua própria ausência.

O maior exemplo da adoção como expressão máxima do amor vem da Bíblia. Deus sacrificou seu Filho Unigênito para que nós, filhos adotivos por intermédio do sangue de Jesus, pudéssemos ser redimidos e salvos. Vou repetir. O Criador ofereceu, em sacrifício, o filho nascido de suas próprias entranhas para salvar da morte eterna uma legião de ‘adotados’.

A palavra ‘adoção’ ocorre cinco vezes no Novo Testamento.

“Porque não recebestes o espírito de escravidão, para outra vez estardes em temor, mas recebestes o Espírito de adoção de filhos, pelo qual clamamos: Aba, Pai”. Romanos 8:15.

“E não só ela, mas nós mesmos, que temos as primícias do Espírito, também gememos em nós mesmos, esperando a adoção, a saber, a redenção do nosso corpo”. Romanos 8:23.

“Que são israelitas, dos quais é a adoção de filhos, e a glória, e as alianças, e a lei, e o culto, e as promessas”. Romanos 9:4.

“Para remir os que estavam debaixo da lei, a fim de recebermos a adoção de filhos”. Gálatas 4:5.

“E nos predestinou para filhos de adoção por Jesus Cristo, para si mesmo, segundo o beneplácito de sua vontade”. Efésios 1:5

Em todas essas passagens, fica claro que Deus nos adotou como seus filhos legítimos, assentando-nos no seio de Sua própria família e tornando-nos, com isso, seus herdeiros e co-herdeiros com Cristo. Guardadas as devidas proporções, é exatamente isso que acontece com a adoção terrestre, qualificada e alimentada por um amor incomensurável.

Escrevo essas linhas tendo ao lado, completamente adormecida depois de um dia inteiro de peraltices, a minha Amanda... filha que Deus me predestinou, concebida e parida do meu amor pré-nascido! Gerada por dez longos anos de espera e clamor, vimos – minha mulher e eu – o fruto das promessas do Senhor e do amor supremo que nos une materializado. Nada que eu viver nesse corpo físico superará a magia daquele encontro. Nada me conduz mais a Deus do que a gratidão por esse presente. Nada me leva mais para diante do Trono do que a sublimidade, riqueza e profundidade desse amor crescente e incondicional que sinto a cada sorriso, a cada descoberta, a cada afago.

segunda-feira, 31 de agosto de 2009

Se eu pudesse voltar no tempo...

Alguém já disse que sábio é aquele que aprende com os erros alheios. Aprendamos então com a mensagem deste vídeo, que aponta equívocos inacreditáveis e, muitas vezes, impossíveis de serem remediados nas relações travadas com os nossos filhos.

segunda-feira, 24 de agosto de 2009

Amor incompreensível

"Porque Deus amou o mundo de tal maneira que deu o seu Filho unigênito, para que todo aquele que nele crê não pereça, mas tenha a vida eterna". Ao revelar o amor incomparável de Deus pela humanidade, João 3:16 nos leva a uma conclusão óbvia: jamais seríamos capazes de fazer o mesmo.

Dar o próprio filho para salvar outras pessoas? Pior: sacrificar o filho único para livrar do fim merecido um bando de miseráveis, ladrões, mentirosos, orgulhosos, assassinos, prostitutos, adúlteros, idólatras, egoístas, fornicadores?

Quem seria capaz de fazer algo semelhante?

Qualquer um de nós, se quiséssemos salvar alguém, com certeza, trilharíamos outro caminho, imaginaríamos uma outra saída, pensaríamos em outras possibilidades. No entanto, nunca sacrificaríamos o nosso próprio filho...

Por Jesus, como fruto da vontade soberana de seu Pai, ter pago um preço tão alto para redimir a humanidade, imersa no pecado e na morte, jamais entenderemos a profundidade e a intensidade do amor de Deus por cada um de nós.

E isso fica ainda mais claro quando experimentamos a paternidade. Ao olhar para minha filha, que renova todos os dias no meu coração um amor inigualável (e que só faz crescer), a decisão de Deus se torna ainda mais incompressível.

Todo pai tem um pavor congênito: ver seu filho sofrer, passar por eventuais percalços ou, até mesmo, derramar algumas lágrimas (mesmo que, às vezes, elas sejam nitidamente teatrais).

Está no DNA de pais e mães o desejo de que seus filhos sejam os seres mais felizes de todo o universo. Outro dia, num arroubo de loucura paternal, me peguei sofrendo por imaginar (não riam) minha filha deprimida por causa de algum amor juvenil não correspondido. Detalhe: ela só tem dois anos e meio.

Colocando os desatinos de lado, faz parte da nossa experiência como pais degustarmos o sofrimento. Mesmo que seja por um sofrimento que ainda não chegou. É da nossa gênese antevê-lo.

Por conta dos nossos medos, não há nada mais sublime e tranquilizador do que ver nossos filhos dormirem. Um pouco porque naquele momento eles não estão dando trabalho (confesso), mas, principalmente, porque ali, supostamente, estão protegidos das coisas ruins que habitam o mundo exterior.

“Da mesma forma que eu, muitas noites, me debrucei sobre o teu berço e verti sobre teu pequenino corpo adormecido as minhas mais indefesas lágrimas de amor, pedi a todas as divindades que cravassem na minha carne as farpas feitas para a tua”, diz Vinícius de Moraes no belíssimo “Para Pedro, Meu Filho”.

Por isso e por muito mais, é impossível entendermos o amor de Deus pela humanidade. Muito menos, sua decisão de dar, em sacrifício, seu filho único, que veio a este mundo decaído, viveu sem pecados e pagou por todos os nossos erros.

Que apesar de não ser capaz de perder Amanda para salvar ninguém, eu seja capaz de aprender um pouquinho com esse amor único, sem precedentes na história, e que possibilita, todos os dias, a maior vitória do homem sobre ele mesmo, alicerçada pelo sacrifício perfeito de Jesus na Cruz do Calvário.

terça-feira, 4 de agosto de 2009

A volta do filho mais velho

Todos nós ficamos maravilhados com o retorno do filho pródigo e a maneira absurdamente graciosa que o Pai o recebeu de volta ao lar. É uma parábola que toca nosso ser, nossos corações, uma vez que este filho impenitente representa todos nós: pecadores aceitos incondicionalmente pelo amor do Abba. No entanto, não costumamos prestar atenção que o filho mais velho também representa um outro aspecto do nosso relacionamento com Deus. É um filho igualmente perdido, todavia perdido dentro do lar, separado não pela distância geográfica, mas pela distância existencial e relacional.

Podemos ver o distanciamento do filho mais velho em relação ao pai no momento em que o filho pródigo retorna (e a festa começa): “Eis que há tantos anos te sirvo, e nunca transgredi um mandamento teu; contudo, nunca me deste um cabrito para eu me regozijar com meus amigos”. Quais são as características do filho mais velho que demonstram seu distanciamento com o Pai?

1 - Há tantos anos te sirvo... Está claro que, para o filho mais velho (crente de carterinha), o relacionamento com Deus é baseado no serviço. A lógica é “quanto mais servir a Deus, mais Ele me amará. E para tanto, basta ir a todos cultos, programações e vigílias”. Acontece que se a fé manifestar-se apenas no serviço eclesiástico, cedo ou tarde, tornar-se-á um enfadonho e cansativo ciclo. E mais: é pura jactância achar que podemos comprar o amor de Deus através de nossos esforços.

2 - Nunca transgredi um mandamento seu... Aquele que serve com o intuito de ganhar a Deus, certamente desenvolverá um elevado conceito de si mesmo. O filho mais velho tinha a certeza de que nunca tinha transgredido um mandamento do Pai. É flagrante a auto-justificação. E quem envereda por este caminho torna-se um religioso fundamentalista e moralista implacável. A partir de sua suposta santidade, ele julga como "pródigo" todo aquele que não está em seu nível de santidade. Quando o filho pródigo voltou, ele foi o primeiro a questionar a falta de uma correção firme do Pai. Logo depois, se afastou deles. Por incrível que pareça, o filho mais velho achava que tanto o pródigo quanto o Pai estavam sujos e contaminados pelo pecado.

3 – Contudo, nunca me deste um cabrito para eu me regozijar com meus amigos...Definitivamente, o personagem secundário da parábola não conhecia o Pai. Morava na mesma casa, mas em uma dimensão diferente. O filho mais velho tinha a ideia fixa de que servir ao Pai era seguir uma lista estóica de "não podes". Era impensável festejar enquanto o Pai estivesse vivo. Quando o filho prostituto voltou com festividades, ele entrou em choque. Como assim? festa, bebida, comida? Como assim? ele é crente e toma um golinho de vinho, assiste novela, ouve música secular, vai ao estádio, cinema e teatro? Pior, faz tudo isto e o Pai não diz nada? E eu aqui, todo certinho, crentinho, santinho...A GRAÇA É UM ESCÂNDALO!!!

A parábola não revela, mas o filho mais velho pode ter tomado duas atitudes. A primeira é: vou me aproximar de meu Pai e conhecê-lo verdadeiramente, não segundo a caracterização farisaica introjetada pela religião. Hoje mesmo chamarei o meu irmão e meu Pai para celebrarmos a vida. A segunda: vou me distanciar desses libertinos e deste Pai permissivo, que aceita os caídos e doentes, sem uma correção exemplar. Eu tomei a minha decisão. E você? Fonte: Soli Deo Gloria.

quarta-feira, 22 de julho de 2009

Morrer é lucro

"Preciosa é, à vista do Senhor, a morte dos seus santos” Salmos 116:15. Esse é o melhor alento espiritual para cada um de nós (que ainda estamos aqui) quando nos deparamos com tragédias envolvendo pessoas tão especiais e valiosas como a jovem Andressa Barragana, morta aos 14 anos de idade durante um acidente automobilístico. Como vocês podem comprovar através do vídeo postado logo acima, Andressa não perdia tempo. Investia toda a sua vida, todo o seu ânimo e toda a sua alegria na obra de Deus. Era um instrumento utilizado pelo Senhor de forma cotidiana e poderosa visando alcançar e transformar outras pessoas através da força única do Evangelho.

Apesar da grandeza dessa realidade espiritual, toda vez que vemos uma pessoa como Andressa ir embora tão precocemente, com tanta coisa (aos nossos olhos) ainda a ser feita por aqui, nos perguntamos os motivos desse desenlace. Temos uma dificuldade genética quase que intransponível para aceitar a morte, fato facilmente explicado pelo projeto original de Deus que jamais a contemplou. No entanto, para além da nossa relutância adâmica em conviver com a finitude física, resta-nos absorver os desideratos divinos. Deus sabe de todas as coisas. Entre ter uma jóia rara neste mundo, ainda que fazendo a Sua vontade, e chamar esta preciosidade para perto de Si visando evitar, por exemplo, a superveniência de eventuais descaminhos, o Pai sempre ficará com a segunda alternativa.

“Para mim, o viver é Cristo; o morrer é lucro”, diz Paulo em Filipenses 1:21. E é assim porque, além de vivermos num mundo decaído, repleto de dor, sofrimento e privações, teremos na eternidade uma existência espiritual que só compreenderemos plenamente quando estivermos lá. “Porque para mim tenho por certo que as aflições deste tempo presente não podem ser comparadas com a glória que em nós há de ser revelada”. Romanos 8:18. Essa é a visão de Deus. Para quem sai deste mundo com Jesus Cristo no coração, morrer não é uma perda, mas, sim, uma vitória eterna. Jamais será um castigo, ganhando, antes, contornos de uma maravilhosa e abençoadora libertação.

terça-feira, 7 de julho de 2009

Diante da Cruz

“Quando chegaram ao lugar chamado Calvário, o crucificaram, bem como os malfeitores, um à direita, outro à esquerda. O povo estava no local e tudo observava. Também as autoridades zombavam e diziam: salvou os outros; a si mesmo se salve, se é de fato, o Cristo de Deus, o escolhido. Igualmente, os soldados o escarneciam e, aproximaram-se, dizendo: se és tu o rei dos judeus, salva-te a ti mesmo. Um dos malfeitores crucificados blasfemava contra ele, dizendo: não és tu o Cristo? Salva-te a ti mesmo e a nós também. Respondendo-lhe, porém, o outro, disse: nem ao mesmo temes a Deus, estando sob igual sentença? Nós, na verdade, com justiça recebemos o castigo que os nossos atos merecem; mas este nenhum mal fez. E acrescentou: Jesus, lembra-te de mim quando entrares no teu reino. Jesus lhe respondeu: em verdade, te digo que hoje estarás comigo no paraíso” (Lc 23, 33-34).

A crucificação nos serve de cenário para ilustrar que diante daquela cruz, muitas pessoas revelaram seus sentimentos e, acima de tudo, no que elas realmente acreditavam...No nosso tempo as pessoas se identificam, de alguma maneira, com aqueles que estavam DIANTE DA CRUZ.

A primeira dessas pessoas é representada pelos soldados “que lançavam sortes, repartindo as vestes dele”. São as pessoas que crêem apenas no Cristo “amuleto” que espanta os “maus espíritos”, os “maus olhados”. Se você está diante desse Cristo, ele não existe! Jesus é filho de Deus. Ele não deseja estar pendurado no seu pescoço ou no quadro da parede de sua casa, mas, acima de tudo, ELE DESEJA ESTAR NO SEU CORAÇÃO E FAZER PARTE INTEGRAL DE SUA VIDA!

A segunda pessoa é constituída pelos observadores: “o povo estava ali e a tudo observava”. Estas são as pessoas que não querem nenhum compromisso com o evangelho da crucificação, que acham desnecessário buscar a Deus, afinal “Ele está em todo lugar”. São apenas observadores: vão à igreja, gostam dos hinos e até cantam, tem parentes cristãos, mas aceitar Jesus fica sempre para depois. Se você é uma dessas pessoas, cuidado! Você está riscando o destino eterno de sua alma. Jesus não morreu para ser observado ou lembrado nos dias “santos”. Ele morreu para que VOCÊ PUDESSE SER SALVO MEDIANTE A SUA DECISÃO DE ACEITÁ-LO COMO SENHOR E SALVADOR DE SUA VIDA!

A terceira pessoa que estava diante da cruz reside nos zombadores: “As autoridades zombavam”. São estes que, além de não terem nenhum compromisso diante da cruz, zombam do amor de Deus. São aqueles que pensam que freqüentar uma igreja é idiotice, “coisa de gente ignorante, ingênua ou incauta”; acham que ser cristão é ser alienado ou fanático. Duvidam do poder transformador e salvador de Jesus. MAS, APESAR DE SUA INCREDULIDADE E ZOMBARIA, JESUS CRISTO SALVA, CURA E LIBERTA O HOMEM. E, SE VOCÊ MUDAR DE ATITUDE, ELE FARÁ O MESMO POR VOCÊ.

A penúltima pessoa que analisaremos é o ladrão que estava crucificado. Ele se identifica com as pessoas que estão em situações terríveis, endividadas, infelizes, drogadas, vazias, sem nenhuma condição de mudar suas vidas. Todavia, não reconhecem que diante delas está Jesus, não para ser questionado ou responsabilizado pelas suas situações, mas para salva-las e abençoa-las mediante o reconhecimento de que PRECISAM DELE! A última pessoa que estava diante da cruz é a que nos serve de exemplo: O LADRÃO QUE CREU! Este ladrão abraçou a oportunidade única que tinha para obter a vida eterna. Diante da morte, da crucificação e do destino de nossas almas não será um amuleto, observações, zombarias ou incredulidade que vão nos garantir a vida eterna, mas somente a certeza que o Cristo que morreu na cruz do calvário está diante de nós e é o ÚNICO QUE PODE NOS SALVAR. Extraído.

segunda-feira, 29 de junho de 2009

Você crê que Ele te ama?

Brennan Manning, autor de "O Evangelho Maltrapilho", fala sobre a importância de entendermos como Deus nos ama. Você crê que Ele te ama? Qual a pergunta que o Senhor lhe fará quando encontrá-lo face a face? e o que você responderá?